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Melhor do mundo em 2012, Alexandra Nascimento sonha com medalha no Rio 2016

Com 83 gols em Jogos Olímpicos, ponta-direita já subiu no topo do pódio no Rio de Janeiro: foi ouro no Pan de 2007

Artilheira da seleção brasileira nas duas últimas edições dos Jogos Olímpicos, eleita a melhor ponta-direita em Londres 2012 e a melhor jogadora do mundo do ano passado, feito inédito na história do handebol brasileiro, Alexandra Nascimento já sentiu o gostinho de subir até o último degrau do pódio no Rio de Janeiro. Destaque da equipe que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos Rio 2007, a paulista de nascimento e capixaba de coração aguarda ansiosamente a próxima edição dos Jogos para coroar de vez a bem sucedida carreira.

“No momento estou bem tranquila, afinal ainda faltam três anos para o Rio 2016™. Mas será uma satisfação muito grande representar o Brasil mais uma vez em casa e ainda nos Jogos Olímpicos. Só espero fechar este ciclo com uma medalha, não importa qual”, afirmou a atleta de 31 anos, em entrevista exclusiva para o site Rio 2016™.

Alexandra mora desde 2004 na Áustria, onde defende o Hypo.  Sua história no esporte começou aos dez anos, na Escola Juiz Jairo Mattos, em Vitória (ES). Desde os 21 anos na seleção brasileira, a ponteira totaliza 83 gols na maior competição do planeta – marcou 18 gols em Atenas 2004, 28 em Pequim 2008 e 37 em Londres 2012, quando foi a quarta artilheira dos Jogos com aproveitamento de 67% dos arremessos, o melhor entre todas as atletas. É tricampeã dos Jogos Pan-americanos, mas ainda lhe falta a cereja do bolo: a láurea olímpica.

“Claro que ganhar a inédita medalha para o handebol brasileiro em Jogos Olímpicos seria magnífico. Mas a verdade é que eu nem esperava receber o prêmio de melhor ponta direita nos Jogos de Londres. Com esta premiação já estava realizada na minha carreira, porque ser a melhor ponta em uma competição importante era o meu sonho”, disse Alexandra.

Mas o ano de 2012 guardava ainda outra conquista na vida da atleta brasileira: “Quando soube que estava entre as cinco melhores do mundo já me senti super-feliz e motivada. Nunca pensei que fosse possível ganhar das outras atletas. Não gostava nem de conversar sobre isso com a minha família... eu ficava nervosa. E então chegou o dia, e meu treinador me deu a notícia. Só me restou chorar de alegria”.

Alexandra recebeu o prêmio no dia da final do Campeonato Mundial masculino, dia 27 de janeiro, na Espanha, quando a equipe da casa bateu a Dinamarca. Ela estava acompanhada do marido, o chileno Patrício Martinez, que joga na Alemanha.

“O ginásio estava lotado, foi uma sensação maravilhosa. Meu marido estava lá, o que foi muito importante pra mim, porque se eu estivesse sozinha morreria de vergonha. Este prêmio também é dele por me aguentar [risos] e sempre me incentivar. Apesar do nervosismo, o dia foi maravilhoso. Fomos muito bem recebidos e ainda tive o prazer de conhecer o Daniel Narcisse (francês, eleito o melhor jogador do mundo de 2012), que, além de ótimo jogador, também é muito humilde”, contou.

As atuações pela seleção brasileira transformaram a atleta em um exemplo a ser seguido. Alexandra é um espelho para a nova geração do esporte. Na era da informática, a distância do ídolo é minimizada.

“Agora, com as redes sociais está bem mais fácil manter contato com os ídolos. Tenho Facebook e sempre que posso respondo ou teclo com alguns fãs. Sempre tento dar o máximo de atenção. Normalmente são crianças e jovens que entram em contato querendo conversar e alguns simplesmente querem saber como comecei a jogar e se é possível pra eles também”, disse.

Alexandra alcançou 28% dos votos

Na eleição da Federação Internacional de Handebol (IHF, na sigla em inglês), Alexandra alcançou 28% dos votos dos internautas, superando a norueguesa Heidi Löke, campeã olímpica, e a montenegrina Bojana Popovi, medalha de prata em Londres 2012 e segunda maior artilheira da competição com 46 gols - as duas ficaram empatadas com 24% dos votos. Completaram a lista das cinco primeiras a também montenegrina Katarina Bulatovic e a croata Andrea Penezic

No masculino, o campeão olímpico Daniel Narcisse foi eleito com 25% dos votos. O dinamarquês Mikkel Hansen ficou em segundo lugar, com 21%, ao passo que o tcheco Filip Jicha foi o terceiro, com 18%. O sueco Kim Andersson e o espanhol Julen Aguinagalde completam a lista.