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50 anos de fado no CCB

Carlos do Carmo: dois espetáculos ficaram esgotados

Fadista ficou sem palavras para descrever a emoção que sentia

O grande auditório do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, cheio de alto a baixo é coisa bela de se ver. E sabendo que voltará a encher-se esta noite, a partir das 21h00, ainda melhor. O grande responsável chama-se Carlos do Carmo, tem 73 anos de vida, 50 de carreira e decidiu celebrá-los no palco, com os fãs que o adoram.

O quarto de hora de atraso com que o primeiro concerto começou foi o preço a pagar por tanto público, que acolheu o artista com aplausos fortíssimos e ao longo da noite não deixaria de continuar a bater palmas sempre com emoção.

As primeiras canções foram homenagem ao fado: ‘Vim para o Fado' e ‘Nasceu Assim, Cresceu Assim' encheram as paredes do CCB com a voz potente, impecável, do cantor. Aliás, com a presença carismática de sempre e a expressividade que todos conhecemos, só os cabelos brancos lhe acusam a idade.

Carlos do Carmo falou. Ele, que assumidamente gosta de falar, confessou-se "tolhido pela emoção" e "sem palavras". "Dou-vos a minha palavra de honra que não sei o que dizer", afirmou. "Agradeço a todos tudo o que têm feito por mim. Têm sido, ao longo destes 50 anos, ternos e generosos", disse, acrescentando que tencionava retribuir "com muito, muito respeito".

Com amigos na plateia, "vindos de Guimarães, de Paris, de Nova Iorque, do Rio de Janeiro", Carlos do Carmo recebia logo a seguir no palco outro amigo, o músico António Serrano, colaborador habitual de Paco de Lucia, que o acompanhou na harmónica em vários fados.

O resto do serão fez-se do desfilar de canções conhecidas: ‘Por Morrer uma Andorinha' ou ‘Gaivota' foram apenas duas de uma noite cheia de fado e de grande empatia entre o artista e o público.